domingo, 19 de abril de 2009

Ele não está tão a fim de você


Ontem, este missivista passou por uma situação que há muito não presenciava.

Estive no cinema para assistir ao filme Ele não está tão a fim de você. Cinemark lotado!!!!!!

Tinha tanta gente que inclusive o lanterninha foi utilizado para a localização das cadeiras.

Há tempos não via um filme com a sala lotada. Algo bacana visto a intenção do cinema de ser uma verdadeira simulação de um sonho coletivo. Só que de olhos abertos.

Quanto ao filme.....excelente!

O filme anima e emociona ao mesmo tempo.

Tratando do tema sobre relacionamentos na atualidade, as angústias e anseios de homens e mulheres são mostrados com pitadas de humor, mas sem exagero. Um filme delicioso.

Gigi espera ansiosamente por um telefonema que nunca chega. Em seu trabalho, duas amigas passam por situações de convívio diferentes: uma aparenta um casamento perfeito, porém a intimidade com o marido já inexiste num casamento frio e rodeado de mentiras. Outra companheira, anseia pelo casamento após 7 anos de convívio com seu companheiro.

O tema de relacionamentos esta sendo muito recorrente no cinema. Com o advento das novas tecnologias como a internet e a popularização do celular as pessoas passam a ter mais de "1001" alternativas de contatos. Alternativas que também se tornam angústias, dependendo do grau de dependência das pessoas com relação a eles.

Os relacionamentos são complicados, delicados, até difíceis.... mas necessários!!!!

As pessoas reclamam, rejeitam e, no limite, negam a importância de uma relação a dois que possa ser duradoura; mas, no fundo, anseiam estar enamoradas e ter ao seu lado aquele alguém que possa oferecer o que precisamos: respeito e, acima de tudo, compreenssão.

Vinícius de Moraes já nos diz que a vida é a arte do encontro embora haja tantos desencontros pela vida.

Os desencontros são inevitáveis. Nem sempre o nosso querer coincide com o querer do outro.

Mas isso não deve ser razão para abatimento nem para desistências, visto que desistir é uma solução permanente para problemas provisórios. O outro tem o direito de não te querer, sendo assim, há o dever de se respeitar a decisão.

E seguir em frente. Um dos pontos altos do filme é o de mostrar que somos seres apaixonáveis, logo, podemos encantar e ser encantados a qualquer momento de nossas vidas.

O segredo está em se cuidar do jardim para que as borboletas venham até nós e não correr atrás delas.

O amor, esse sentimento nobre, sublime e insubstituível, se faz aparecer com o tempo e no tempo permanece cristalizado numa relação em que duas pessoas se olham e dizem: você é muito importante prá mim.

Ele não esta tão a fim de você. Filme recomendadíssimo pela JorgeLuisPress.

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