domingo, 12 de julho de 2009

Profissão Repórter


Já de longa data se reverencia o talento e o profissionalismo de Caco Barcelos à frente do jornalismo da Globo.

Autor de dois livros espetaculares (Rota 66 e Abusado) Caco dá uma de professor e instrutor na realização de reportagens de uma equipe de jornalistas iniciantes que compoem o programa Profissão Repórter que vai ao ar todas às terças-feiras.

Os temas variam muito. No programa já teve a discussão sobre a cirurgia de redução de estômago, passando pelo consumo de crack e chegando até a discussão sobre a funcionalidade da Lei seca no trânsito brasileiro.

O objetivo do programa de mostrar os bastidores da notícia e o processo pelo qual são produzidas as reportagens tem alcançado muito êxito.

Sem dúvida, hoje, o programa comandado por Caco Barcelos é um dos mais originais e criativos exibidos na TV brasileira.

Inegável que nesse quesito a Globo arrebenta a concorrência por oferecer ao seu público uma qualidade de produção e imagem, além de uma equipe de profissionais bastante diferenciada.

Creio que na sala de aula os programas de Caco Barcelos podem auxiliar o professor a realizar debates acerca de temas atuais e polêmicos que atingem a vida e o cotidiano da população em geral e que possibilitem desenvolver um senso crítico no aluno.

As angústias, anseios e receios do ser humano são retratados pelas lentes do Profissão repórter afim de causar no espectador uma familiaridade com o seu cotidiano e, ao mesmo tempo, um estranhamento que leve a reflexão, sendo que essa pode nos auxiliar na busca da resposta para a pergunta que não quer calar: Que país é esse?

Programa mais do que recomendado e sempre assistido pela JorgeLuisPress.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Escrever : um suplício necessário

Escrever é a mais dificil das artes.

Todos aqueles que se sentem impelidos a escrever, a fazer da escrita o seu trabalho e o seu principal ofício, sabem que o ato de escrever é penoso, é doloroso e, sobretudo, trabalhoso.

Mas muito, muiiiiiiiito trabalhoso.

Escrever envolve em se ordenar de forma coesa as idéias que temos e que desejamos transmitir de um modo distinto daquele da comunciação comum entre as pessoas feita através de um diálogo.

O texto escrito tem o grande desafio de atrair a atenção do leitor e de ser agradável. O leitor não necessariamente é um amigo do escritor. Logo, não tem a menor obrigação de adquirir um produto cuja escrita seja sofrível de ser compreendida.

O texto deve ser o mais claro possível, pois, só assim, ele poderá ser um texto comercial e vendável.

Este missivista tem ambições literárias e artísticas. Atualmente, estou na luta da Iniciação científica e também da elaboração de material didático no campo da Geografia.

Ambos os trabalhos são árduos e penosos, pois envolvem escritas e objetivos distintos. Além da diferença de públicos que busca atingir.

O escritor é aquele que aceita o desafio de, através das palavras, oferecer uma janela aberta sobre o entendimento do mundo. Além de ajudar o leitor a entender a si próprio dentro do contexto em que vive a atuar como ser pensante e determinante para o funcionamento pleno da sociedade.

Tarefa dura para quem escreve, mas gratificante quando o êxito é alcançado.

Missão assumida e aceita pela JorgeLuisPress.

domingo, 19 de abril de 2009

Ele não está tão a fim de você


Ontem, este missivista passou por uma situação que há muito não presenciava.

Estive no cinema para assistir ao filme Ele não está tão a fim de você. Cinemark lotado!!!!!!

Tinha tanta gente que inclusive o lanterninha foi utilizado para a localização das cadeiras.

Há tempos não via um filme com a sala lotada. Algo bacana visto a intenção do cinema de ser uma verdadeira simulação de um sonho coletivo. Só que de olhos abertos.

Quanto ao filme.....excelente!

O filme anima e emociona ao mesmo tempo.

Tratando do tema sobre relacionamentos na atualidade, as angústias e anseios de homens e mulheres são mostrados com pitadas de humor, mas sem exagero. Um filme delicioso.

Gigi espera ansiosamente por um telefonema que nunca chega. Em seu trabalho, duas amigas passam por situações de convívio diferentes: uma aparenta um casamento perfeito, porém a intimidade com o marido já inexiste num casamento frio e rodeado de mentiras. Outra companheira, anseia pelo casamento após 7 anos de convívio com seu companheiro.

O tema de relacionamentos esta sendo muito recorrente no cinema. Com o advento das novas tecnologias como a internet e a popularização do celular as pessoas passam a ter mais de "1001" alternativas de contatos. Alternativas que também se tornam angústias, dependendo do grau de dependência das pessoas com relação a eles.

Os relacionamentos são complicados, delicados, até difíceis.... mas necessários!!!!

As pessoas reclamam, rejeitam e, no limite, negam a importância de uma relação a dois que possa ser duradoura; mas, no fundo, anseiam estar enamoradas e ter ao seu lado aquele alguém que possa oferecer o que precisamos: respeito e, acima de tudo, compreenssão.

Vinícius de Moraes já nos diz que a vida é a arte do encontro embora haja tantos desencontros pela vida.

Os desencontros são inevitáveis. Nem sempre o nosso querer coincide com o querer do outro.

Mas isso não deve ser razão para abatimento nem para desistências, visto que desistir é uma solução permanente para problemas provisórios. O outro tem o direito de não te querer, sendo assim, há o dever de se respeitar a decisão.

E seguir em frente. Um dos pontos altos do filme é o de mostrar que somos seres apaixonáveis, logo, podemos encantar e ser encantados a qualquer momento de nossas vidas.

O segredo está em se cuidar do jardim para que as borboletas venham até nós e não correr atrás delas.

O amor, esse sentimento nobre, sublime e insubstituível, se faz aparecer com o tempo e no tempo permanece cristalizado numa relação em que duas pessoas se olham e dizem: você é muito importante prá mim.

Ele não esta tão a fim de você. Filme recomendadíssimo pela JorgeLuisPress.

domingo, 29 de março de 2009

Che, Parte 1


Este missivista assistiu na última sexta-feira ao filme "Che", brilhantemente interpretado por Benício del Toro.

O filme retrata o momento mais crucial que levou a vitória da Revolução cubana em 1959
centrando o foco nas batalhas em Sierra Maestra, e fazendo um paralelo com um outro momento onde o guerrilheiro argentino representa Cuba na conferência da ONU em 1964.

Benício del Toro, nascido em Porto Rico, mas residente há anos nos EUA, interpretou com maestria esse personagem histórico que é a um só tempo inspirador, tocante e controverso. Destaque-se também a atuação de Rodrigo Santoro na pele de Raul Castro, irmão de Fidel e atual presidente da ilha.

Fantástico. Os fatos estão fielmente retratados e as conferências feitas na ONU são inspiradoras e reforçam ainda mais a idéia de que na política não há lugar para gente inocente.

Como o sonho e o amor de Guevara pela humanidade era grande, logo ele abandonou a política formal, e novamente pegou em armas para levar a Revolução para outos lugares do mundo até ser assassinado na Bolívia em 1967, tema da parte 2 do filme "Che" que será lançado até o fim do primeiro semestre de 2009.

Recomendadíssimo pela JorgeLuisPress.

domingo, 8 de março de 2009

Dia internacional da mulher


Hoje comemora-se o dia internacional da mulher.

Data que deve ser comemorada e, principalmente, deve levar a reflexão sobre o sexo feminino e a relação atual entre homens e mulheres.

Nas últimas décadas as mulheres conquistaram muitos direitos e alcançaram notoriedade dentro da sociedade podendo disputar, em muitos casos, em pé de igualdade com os homens as oportunidades que são oferecidas.

A mulher ainda sofre com a opressão do homem, com a opressão de uma sociedade moralizadora e, pasmem, com a opressão das mulheres sobre elas mesmas.

Esses seres únicos, repletos de singularidades, qualidades e defeitos são seres humanos dotados do nobre dom de dar a vida. Mais de 50% da sociedade brasileira é composta por mulheres. Os outros 50%.... somos nós, filhos delas.

Ser mulher é abraçar a sina de buscar entender o amor. Ser mulher é amadurecer ainda menina em busca de respostas para o enigma da vida. Ser mulher é abraçar a criança e entendê-la como a semente do amanhã. Ser mulher é ser ao mesmo tempo a salvação e a perdição do homem.
Ser mulher.... é acreditar que o amor tem diversas faces. Diversas nuances. Diversos significados. Mas todos os caminhos do sentimento apontam prá mesma direção: a felicidade.
Uma singela homenagem da JorgeLuisPress




sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Angústia: algo necessário.



Todo ser humano tem uma infinidade de sensações; pois, dotado de sensibilidade, discernimento e inteligência, ele tem uma série de motivações que o fazem ir adiante, ou seja, o levam na vida busca realizações e felicidade.


Mesmo a vida sendo simples o ser humano tem a tendência de complicá-la e torná-la um tormento na forma de auto emolação ou mesmo de auto destruição.
Taí a depressão que, como sendo um dos principais males da sociedade contemporânea, não nos deixa mentir.


Mas o ser humano abraça muita ilusão. Mas muita, muita ilusão. Se iludir é tão atraente quanto um cesto de chocolates no domingo de páscoa. A vida começa a ter nuances particulares quando se chega na idade adulta, e as pessoas, vendo os desafios que se abrem nesse momento tem duas opções: enfrentar ou se esquivar.


Enfrentar significa encarar os desafios que se abrem a sua frente e assim evoluir do ponto de vista pessoal. Já dizia um velho amigo que "sem desafios as pessoas entram em depressão." Concordo com a afirmação. Os desafios levam-nos a buscar uma melhora, a descobrir o que devemos fazer para ultrapassar o obstáculo e isso, ao ter êxito, eleva a confiança em si mesmo como também a auto estima.


Esquivar pode ser sinônimo de correr. Tal qual crianças, as pessoas fogem quando o perigo e a angústia surgem no horizonte da consciência. A angústia é um sinalzinho que bate na consiciência e diz: " algo está errado."


E ouvir a consciência machuca, pois ela muitas vezes fere a nossa vaidade. E isso dói. É igual aqueles que veem o tempo passar, os cabelos brancos surgirem, e não aceitando o novo momento da existência que surge abraçam a síndrome de Peter Pan e agem como se fossem adolescentes buscando falar gírias, usar roupas da moda ou mesmo fazer infinitas cirurgias plásticas, afim de vencer o tempo.

Logo, ao se negar a enfrentar a consciência e preferir buscar refúgio/alívio em subterfúgios como a bebida, as drogas ou mesmo o conforto do colchão...perdemos a chance de mudarmos. O mundo gira, gira e gira e.....muda!


O ser humano tem a mesma dinâmica, e está constantemente se alterando e buscando melhorar a vida e o convívio com os seus pares.


Com o tempo a consciência cobra o seu preço, pois a vida, mostrando a sua face dinâmica, nos indaga sobre aquilo que realmente foi realizado ao longo de nossa trajetória, visto que levamos realizações e não tentativas. E assim, cansada de ter errado sempre e acertado pouco a pessoa escancara os seus dentes e lamenta a sua sorte aos quatro cantos querendo assim encontrar ouvidos que as ouçam e pessoas que, talvez, as ajudem. Aí também está o sucesso dos livros de auto ajuda que não nos deixam mentir.


Não há soluções fáceis. Decididamente elas não existem.


Contudo, se quisermos dar uma guinada em nossas trajetórias e descobrirmos que a vida é curta, mas a arte de viver é longa, devemos nos desafiar. Sim, senhores. Se nos desafiamos estamos buscando descobrir o que está errado em nós mesmo e assim decidir o que fazer para sermos felizes.


Religião, leitura, amigos, familiares.....todos são válidos e num limite se completam.


Mas as respostas que tanto ansiamos encontrar para aliviarmos a alma.... só podem ser obtidas a partir da busca daquilo que no nosso coração nos torna melhores para conosco, com nossos semelhantes e apontam na direção da felicidade.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O dom de perdoar


A virtude do perdão é das mais sublimes atitudes que o homem pode ter para com o seu semelhante.

Sempre nos deparamos com situações que nos entristecem e, sobretudo, nos desaniman. Isso decorre do momento em que ganhamos autonomia sobre nossas vidas e nos relacionamos com as pessoas devido a convivência em comum em alguma esfera: escola, trabalho, lazer etc.

Encontramos as mais variadas pessoas. Seres diferente de nós em criação, expectativas e anseios. Mas isso já é normal. Conviver é sinônimo de tolerar. E a tolerância leva a aprendizagem e ao amadurecimento.

Todavia. a convivência é algo bastante complicado. Vejamos o exemplo em casa: convivemos com nossos irmãos que foram criados nas mesmas condições e no mesmo ambiente que nós. E, no entanto, não entramos em atrito com nossos irmãos?

Então, imagine a convivência com pessoas que viveram situações diferentes, realidades e crenças totalmente opostas as nossas?

Ao caminhar na vida encontramos pessoas bacanas e sacanas. Nos comunicamos com todos e, de algum modo, descobrimos quem é quem. E assim podemos nos aproximar e criar laços com alguém.

Contudo, pessoas são falhas. A pessoa pode se esconder por um tempo, mas não por toda a vida. Reisangue, nobre lobo do deserto, em uma de nossas conversas há anos atrás disse algo antalógico: "Cedo ou tarde todos acabam revelando o seu caráter".

Quando faiscam as vaidades e os interesses falam mais alto do que as afinidades, infelizmente, talvez esteja acontecendo o fim de um namoro, um casamento ou uma grande amizade.

É duro aceitar que alguém que esteve durante tantos anos ao nosso lado, de repente, não mais que de repente mude. E, principalmente, nos machuque. Pisoteando toda a história construída junta.

Há duas opções: o rancor ou o perdão.

O rancor se assemelha muito a tomar um veneno esperando que o outro morra. Sempre fica na expectativa de que algo aconteça a pessoa fazendo-a pagar por tudo que sentimos de dor. Porém, no fundo da consciência, não estamos bem conosco mesmos. A dor no peito corrói como um rato em queijo parmesão. Dói bem de leve. Mas mesmo assim....dói!

O perdão é o que de mais nobre pode acontecer. O rancor não vai apagar a dor que sentimos nem secar as lágrimas que já escorreram. O passado já passou. Não volta mais. Remoê-lo só cria uma vítima: nós.

Somos seres apaixonáveis por por sermos únicos. Logo, podemos erguer a cabeça e entender que pessoas falham. Inclusive nós mesmos.

O perdão alivia o coração, eleva a mente e nos traz um sorriso de serenidade e tranquilidade na alma. Pois, com certeza, o ódio jamais será melhor do que a nossa paz.